Ghost

My Button Collection

Desfecho

Eu não sei o que aconteceu com a gente. Só consigo imaginar se é igual com todas as outras pessoas, se todos passam pelo o que passamos agora. Eu te vejo no sofá da minha casa, os olhos presos na televisão, usando a calça do pijama e ainda meio sonolento, e me pego pensando nas palavras que gostaria de te dizer. Esse silêncio que já dura meses. Nesse tempo todo, sempre soube que deixar você ir me faria uma pessoa melhor, mas nunca consegui dizer isso a mim mesma primeiro. Nossa vida tomou rumos diferentes e já não sei mais o que mantém você aqui do meu lado, e às vezes, acredito que nos acostumamos a ficarmos assim. Gostaria que tudo fosse mais simples. A mesma simplicidade que eu costumava amar tanto em nós. Eu não precisava dizer nada pra você entender o que eu sentia, não havia pedidos ou decisões a serem tomadas, nossas escolhas fluíam naturalmente. Você me arrancava um riso fácil, fazia qualquer piada ser engraçada e todo problema parecer pequeno. Eu agradecia todos os dias por ter te encontrado, e mais do que isso, por você ter me escolhido. Hoje eu só peço coragem pra entender que acabou, venceu, passou da validade. Não suporto esse momento. Minha preocupação de conciliar nossos compromissos, de separar um tempo pra nós quando, na verdade, não precisamos dele. Me sinto péssima suspirando de alívio quando você não pode vir até mim. E agora também, quando você está aqui e fico imaginando quando você irá embora. Sei que amanhã vai ser assim, e depois também. Eu preciso seguir sem voltar atrás. Toda caminhada tem um ponto de chegada, não posso mais inverter o destino. Preciso ser surpreendida por algo novo. Preciso desconhecer o dia de amanhã, ansiar pela surpresa, pelo inesperado. Não posso ficar de braços cruzados esperando mudança, eu preciso aprender a mudar, torço pra que você perceba e faça isso também. Para que nossa história seja uma memória boa e me faça aprender muito sobre o amor, ela precisa terminar. 

É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins, e total incapacidade de disfarçar o que sente. (…)
Não pense muito em mim. Não quero que você fique toda sentimental. Apenas viva bem. Apenas viva!

Como eu era antes de você. (via dearcloset)

Poucas coisas ainda me fazem feliz, e você é uma delas.

Como Eu Era Antes De Você (via reorganizei)

Incomum e em comum.

image

Eu estava na faculdade terminando de organizar um trabalho. Meus amigos e eu ríamos de alguma besteira que vimos na internet. 16h24. Meu celular bipa, uma nova mensagem chegou. Minha amiga Lari, que eu havia conhecido em um show há três anos atrás, é direta e me pergunta: “Você quer ir na festa do Paulo?”. Hoje, de fato, era aniversário do Paulo, um dos quatro integrantes de uma banda famosinha que não parava de tocar nas rádios. Se eu gostava? Ah, sim, eu o amava, além de ser realmente fã. Respondi que sim, eu queria ir. E foi assim que o meu dia realmente começou. Até aquela hora, era só mais uma data do calendário onde eu cumpria minha tediosa rotina. Um minuto depois, eu não conseguia raciocinar o que estava acontecendo na minha vida. Eu já sabia da festa há alguns dias, tinha visto várias pessoas famosas comentarem numa rede social. Mas era um evento restrito, uma festa particular que eu jamais imaginei ir. Não havia possibilidade. A Lari tinha muitos amigos, inclusive tinha uma amizade com o Paulo. E ela sempre soube do quanto ir na festa dele significava pra mim, a experiência surreal que seria. Voei da faculdade pra casa, pegando dois ônibus dos quais eu nem me lembro de como consegui entrar. Minha cabeça estava em outro mundo. Eu, distraída, sorrindo ao olhar pela janela, ansiando por algo que eu não tinha a menor ideia de como seria. 17h45. Cheguei em casa aos pulos, acordei meu irmão contando a novidade e corri pra tomar um banho. Eu não tinha ideia de qual roupa, qual sapato usar. A ansiedade subindo pela garganta, dificultando minha respiração. Não me permiti pensar muito. Escolhi meu melhor vestido, um tomara que caia florido, combinei com uma jaqueta de couro e tirei minha ankle boot da sapateira. Fiz uma maquiagem torcendo pra que ela durasse a noite inteira. Sequei o cabelo e arrumei a franja. Mandei uma mensagem pra Lari e combinei um horário pra ir pro apartamento dela. Às 20h00, toquei o interfone do prédio, subi e encontrei mais uma garota que ia conosco. Racharíamos a gasolina da viagem, pois a festa era em São Paulo, e nós estávamos a 100 km da capital. Ligamos pra mais uma menina que ia, mas ela acabou desistindo. Ajudei a Lari a se arrumar. 21h30. Pegamos a estrada, sem fazer nenhuma parada. Chegando na cidade e nos perdemos terrivelmente, é claro. Eu com o GPS nas mãos orientando a Lari, que estava no volante. Uma loucura. Ríamos de tudo e de todos. A noite tinha acabado de começar e eu já me divertia como nunca. 23h30. Avistamos a boate, que foi fechada só pra festa. Uma pequena fila de pessoas muito bem produzidas se formava na frente, e eu já reconhecia alguns rostos. Era um integrante da banda x, um garoto popular da rede social y, um menina famosinha da revista z. Fingi não reconhecer ninguém. Esperamos na fila, mas a Lari estava impaciente. Saia toda hora pra cumprimentar alguém, pra falar com tal pessoa. Até que ela resolveu furar a fila, entrando com alguma pessoa importante que havia chegado. Seguramos as mãos como uma corrente e entramos, aos comentários e reclamações dos que ficaram pra trás. Na entrada, recebi um cartão de consumação, pois qualquer bebida ali dentro era a parte. Os mais vips tinham pulseira pra adentrar ao camarote, que tinha bebida a vontade e presenças mais ilustres. Na escuridão da entrada da boate, pisei no pé de alguém. Era a namorada do Paulo, que eu coincidentemente não gostava nem um pouco. Ela era a queridinha atriz revelação da novela das 9. Pedi desculpas e segui meu caminho. A festa bombava. Cheia de gente bonita, com seus copos de acrílico na mão, curvados em conversas próximas ao ouvido. Cheiro de fumaça da máquina de gelo seco. As luzes fluorescentes, que direcionam um feixe de luz quente e colorido. Gente que dançava solta, animada ao som alto que o DJ escolhia. Alguns rostos famosos na pista, mas a maioria subia pro mezanino. Um cantor de pagode com sua discreta namorada atriz. Eles mal tinham assumido relacionamento e pensei no tanto que uma foto renderia pra esses sites de fofoca. Uma cantora adolescente que fazia sucesso entre a meninada. O filho bonitinho de um apresentador. Alguns integrantes de bandas. Os chamados “colírios”. Ah, e minha banda favorita. Sim, eles foram. Achei que fosse chorar de emoção, mas fiz a minha melhor expressão de que eu estava ótima. 00h30. Então eu vi o Paulo. Tão sorridente, tão feliz por aquele momento. Vestia sua melhor roupa, mas era o brilho dos olhos que me fez sentir um leve arrepio de felicidade. Eu o vi cumprimentar amigos de infância e amigos de estrada. Fui lá parabenizá-lo, mesmo que ele não me conhecesse, e ele agradeceu pela presença. Bobagem, era eu quem tinha ganhado o dia. As horas passavam correndo. Minhas amigas começaram a jornada dos shots de tequila. Eu só pensava em como pegaríamos a estrada de volta pra casa. Mas me diverti, e muito. A equipe e os integrantes da banda do Paulo logo surgiram. A música bombava. As rodinhas de dança se formavam. Pessoas desciam até o chão, girando seus copos de bebida e trocando olhares entre si. A animação contagiava, parecia mágica e eu via tudo em câmera lenta. Como um filme que eu também podia participar e assistir depois. 02h10. O palco foi arrumado, ia ter show. Respirei fundo. Alguém puxou um “Parabéns” e o aniversariante gradeceu, dando ênfase na presença da namorada, que estava gravando no Rio e viajou só pra ir na festa. Ela subiu ao lado dele, o abraçou e lhe deu um beijo. Fiz uma careta discreta. Era muito entediante. Aconteceu o que eu torcia pra acontecer, uma espécie de brincadeira, onde os integrantes de bandas diferentes se encontraram pra tocar juntos. Músicas que fizeram a minha adolescência, que marcaram minha vida, e do Paulo também. Blink. CPM 22. Natiruts. Forfun. Green Day. A noite não podia ficar mais incrível. E de repente eu me vi ali, na frente do palco, dançando como se todos ali fossem igual a mim. Pessoas anônimas que vivem uma vida comum. Lá dentro, éramos todos amigos, deixando a identidade de lado pra se divertir. A bebida fazia efeito, eu podia ver isso. Todos flutuavam leves, sorridentes. Cantando junto. Eu estava ao lado de gente que tinha milhares de seguidores nas redes sociais, que tinha uma multidão de fãs que fariam de tudo por uma foto, que dariam tudo por um momento como o meu. Eu estava tão bem. Depois que a brincadeira no palco acabou, as coisas se acalmaram. 3h40. Fomos para uma área de fumantes no terraço onde várias pessoas conversavam. A escuridão era iluminada através dos pequenos pontos de luz dos cigarros acesos. A fumaça e a leve embriaguez tornava as pessoas tão vulneráveis. Humanas. Como se lá eles não pudessem interpretar seus personagens, não usassem um carisma forçado e não precisassem impressionar o público. A Lari quis entrar na parte vip da festa. Convenceu um barman a liberar nossa entrada. Mas quando subimos, não havia quase ninguém, todos já tinham ido. A mãe do Paulo estava lá, sentada num sofá, rodeada de presentes. A maioria era de uma loja de um time de futebol. Bati um papo rápido com ela, que estava muito feliz, e aproveitei pra me sentar por uns 10 minutos, o suficiente pra descansar. 4h30. No balcão do bar, um cara da equipe da banda se ofereceu de me pagar uma bebida. Eu pedi água, enquanto minhas amigas viravam um último shot de tequila. As pessoas estavam desmontadas, cansadas. O Paulo tinha sumido, com certeza foi embora com a namorada. Um integrante da banda, o mais animadinho, ainda permanecia lá como se quisesse aproveitar os últimos momentos. Estava bêbado. Saímos junto com ele da boate, que agora tinha aroma forte de vodca e um piso grudento. Ele cantava, falava alto, deu carona pra algumas pessoas, inclusive uma ficante loira. Dirigiu um carro bonito, prata brilhante, coisa de gente rica, e foi embora acenando pra nós. A Lari caiu na conversa de dois caras, um deles, famosinho da internet, que insistia pra irmos ver o pôr do sol numa praça. Revirei os olhos porque sabia que isso envolvia outra coisa. A amiga da Lari, que foi com a gente, também entendeu e logo cortou essa possibilidade. Estávamos muito cansadas. Decidiram ir num lugar pra tomar café. 5:50. Dentro do carro e a caminho da padaria, a Lari no volante, os meninos atrás, ouvi o cd inteiro da minha banda favorita no último volume. Cantamos alto com as janelas abertas. Todos sabiam a letra perfeitamente. Ríamos como se não fosse tão cedo, como se não precisássemos pegar a estrada ainda e como se fôssemos os donos das ruas. O dia amanhecia devagar, o sol iluminava pouco a pouco. Era sexta feira. Eu tinha aula às oito horas e sabia que não chegaria a tempo. Não estava nem ligando pra isso. 07h22. Saímos de São Paulo, deixando a cidade onde eu sentia que as coisas mais insanas e malucas aconteciam, onde as pessoas podiam ser o que quisessem ser. Pegamos a estrada e o trânsito nos pegou. O sono batia de leve, mas não deixei ele tomar conta de mim. Fui cantando com a Lari, me certificando de que ela não dormiria no volante. 10h21. Cheguei na minha cidade com uma história inesquecível pra contar. Quando recebi aquela mensagem, eu acreditei que viveria um dia incomum. Mas a verdade era outra, e essa noite só provou o quanto eu tinha de em comum com o resto do mundo. Duvidei que um dia fosse esquecer de cada detalhe, e sim, eu tinha razão, é impossível deixar de lembrar, mesmo passando um ano, dois ou três. 14/04/2011. Uma data memorável.

Noite de estrelas.

A diferença de se apaixonar por alguém e se apaixonar por algum momento.

image

Já era muito tarde. Onze horas, talvez. Meu amigo tinha trocado propositalmente meu copo com o dele, e agora eu me sentia levemente solta, flutuante. Uma sensação boa. As pessoas começaram a cair na piscina de roupa, uns por escolha, outros de surpresa. Acabei sendo jogada até de sandálias, salvando meu celular no bolso a tempo. Eu nem me importei. Eu estava tão bem. O vento gelado fazia meus dentes baterem, mas a água estava quente. Eu não tinha roupas secas na bolsa. Eu não tinha carona pra ir embora. Eu não tinha a menor ideia do que faria depois. Eu não estava nem aí com isso. Eu estava feliz. Nadei. Boiei. Minha mente completamente vazia, despreocupada. Apesar da situação, onde mais da metade se encontrava alterada, eu estava sóbria. O céu cheio de estrelas. Lindo. As luzes da casa e do quintal estavam apagadas, menos as da piscina. Era mágico. Os feixes de luz vindo do fundo, iluminando os rostos entre sombras. O azul cintilante, os reflexos da água. A música que eu nem lembro qual era. Mas era boa. E por fim, nós. No canto da piscina, despercebidos, fazendo o possível pra estar o máximo submersos. A brisa fria que arrepiava o nariz, as orelhas. Você falava baixinho. Eu me aproximava pra escutar. O riso leve e solto. A naturalidade. A nossa amizade. O jeito despreocupado, os olhos quase fechados de cansaço. Uma brincadeira boba que colou os nosso lábios num gesto tão suave, delicado. Parecia cena de filme. Será que eu poderia assistir depois? Os meus dedos se movendo na água como se tocassem piano imaginário. As risadas curtas. Sorrisos e nada mais que isso. Acho que, no fundo, eu sempre adorei você. Mas, naquela noite, eu me apaixonei só por aquele momento. Esse nosso momento. O conjunto de fatores que fez alguns segundos especiais. A junção de cada detalhe simples, único. Talvez nada faria isso se repetir da mesma maneira. A oportunidade se esgotara sem ao menos perceber. Era tarde pra tentar reviver, então, só desejei que jamais fugisse da minha memória.

Você nunca me entende. Essa é a graça.

Quem é você, Alasca?

Algo que aprendi amando você.

image

Tenho mania de dificultar coisas simples. Desconfio até que gosto de complicar minha cabeça, transformando verdades em segredos e me comprometendo a escondê-los. Sei que faço uso errado dos meus sentimentos, que no fim acabam virando um poema aqui, uma música ali, um rabisco ou uma história inventada. O bloco de notas transborda de tantas palavras que descrevem cada detalhe seu. Que bobagem, você é a única pessoa que deveria saber de tudo o que escrevi.

Todos nós caminhamos por um longo trajeto, cheio de armadilhas e obstáculos, porém repleto de surpresas e encantos. É como andar numa floresta nunca antes explorada; a gente nunca sabe o que vai encontrar pela frente, mas sempre seguimos adiante. Talvez porque estamos curiosos com o que nos espera, ou, porque é tarde demais pra voltar. Andando um pouco mais, nos deparamos com um profundo abismo que faz surgir a dúvida: atravesso aquela ponte frágil, que balança com a força do vento e ameaça cair, ou fico por aqui mesmo? Me apavoro. Será que ela sustentará todo o peso da minha realidade? Do lado de cá da ponte eu me sinto tão segura, tão protegida, tão firme, será que vale a pena me arriscar por algo que eu nem sei o que é?

Do outro lado da ponte existe amor. O amor que a gente prefere esconder, manter calado no peito, silencioso. Quem atravessa não ganha só um título de coragem, mas também conquista o direito de entender muitos significados. Aprende que amar é muito simples, é muito puro e não precisa de nada mais do que sinceridade. Aqui você tem razão em tudo. Desse lado da ponte, as pessoas não erram confessando a verdade, falando que gosta. Que ama. Aqui as coisas são bem mais fáceis, é só escrever num pedaço de papel, dizer olhando nos olhos, mandar aquela música que consegue falar por você. Na realidade, pensamos não merecer aquele amor. Achamos que, no mundo, exista outra pessoa que mereça mais. Mas bastaria olhar pra trás e ver tudo o que você caminhou pra chegar naquele abismo, todas as coisas até então desconhecidas que você teve de aprender e saber lidar. Todas as coisas belas que você descobriu, todas as batalhas enfrentadas e medos explorados pra, no meio do caminho, desistir de atravessar a ponte?

Coragem. O amor merece você, e você merece amar.

Digitei três palavras numa mensagem de texto e apertei o ‘enter’. A vontade de conhecer o outro lado da ponte falou mais alto. 

 

(Ins)piração

image

Abri meu caderno de anotações, aquele que considero um diário, numa nova página aleatória, totalmente em branco. Bati com a ponta da caneta sobre a folha enquanto pensava na primeira palavra que eu podia escrever. Não me veio nada. Será possível escrever alguma coisa quando não se está pensando em absolutamente nada? Quer dizer, falar sobre algo eu até conseguiria, mas o quão verdadeiro isso soaria? Isso me coloca em um monte de teorias sobre falar de amor. Olha só que óbvio, é preciso amar para entender, discutir e conseguir, por fim, transformá-lo em palavras. Acho que eu não devia ter reclamado tanto de me encantar pelas pessoas, de me apaixonar tão facilmente e criar um infinito de expectativas, de probabilidades. Gostava de imaginar diálogos, de escrever cenas em que eu mesma poderia atuar, ao lado de pessoas que passaram por mim e deixaram uma marca significativa na minha vida. Talvez eu nunca me esqueça de cada um. Enfim, mas as coisas mudaram, a realidade se aproximou e não houve mais espaço pra pensar, pensar, pensar demais. Eu abri meu coração e libertei as borboletas pelo medo de sufocá-las, pelas cicatrizes que elas poderiam trazer. E agora, enquanto eu fico divagando atrás de inspiração, as minhas antigas inspirações foram viver. Cada um encontrou um caminho pra seguir, alguns estão por perto, outros eu nem tive notícias. Acho que uns realizaram sonhos, outros se perderam de vez. Talvez tenham encontrado alguém especial pra compartilhar os momentos bons e ruins, pra dividir um cobertor no inverno e um sorvete no verão. Uma pessoa pra dar flores em um dia comum, pra fazer promessas impossíveis como roubar uma estrela do céu em troca de um sorriso. Uma pessoa que poderia ter sido eu. A minha página continua em branco, e a única coisa que eu consigo escrever por enquanto é uma palavra: saudade.

Button Theme